É hora de recomeçar, depois de 42 anos de intenso trabalho prestado ao serviço público e mais de 11 anos de trabalho na iniciativa privada – trabalhando desde os nove anos de idade – com uma média diária de 11 horas de trabalho (com orgulho, porque foram momentos vividos em toda sua plenitude).
Nesses anos, procurei o labor honesto e a retidão em minhas atitudes. Procurei entender todos os que comigo repartiram experiências e atitudes e perdoar inclusive os que de alguma maneira me magoaram ou deixaram em minha vida coisas mal resolvidas. Não levo mágoas e não gostaria deixá-las com alguém.
O que aprendi ensinei e deixei livros escritos sobre essa aprendizagem e sobre as pesquisas legislativas realizadas para as novas gerações. Reconstitui histórias perdidas na imensidão dos arquivos do Parlamento Brasileiro e incentivei outros servidores para que não deixassem os grandes debates do Congresso Nacional se perder no tempo. Bons trabalhos de deputados e senadores devem ser arrancados dos milhões de páginas dos Anais Parlamentares e trazidos à luz.
Aos artistas com quem trabalhei nos últimos oito anos (no Museu e no Centro Cultural da Câmara dos Deputados) procurei aprender com suas obras e sonhos e atende-los com muito carinho e especial apreço tendo sempre em minhas atitudes a humildade de ensiná-los até onde poderíamos trabalhar os projetos sem prejuízos aos parceiros, à Casa legislativa e à excelente equipe de servidores que vestiram a camisa para a produção de belíssimas exposições, livros, catálogos, fotografias que orgulharam os visitantes e os cidadãos brasileiros.
Procuramos melhorar procedimentos adotados ao longo dos anos e regulamentá-los para proteção dos cidadãos, dos servidores e das instituições públicas. Mas, é hora de passar o bastão aos mais novos para que eles possam nos ajudar a construir um mundo muito melhor do que encontramos.
Seis filhos, 3 netos (outros virão), livros escritos, poesias ao mundo, árvores plantadas, queridos parentes e amigos de coração, de sentimentos e ensinamentos. Com vocês muito aprendi e agradeço a Deus a todo o momento por isso.
Chegou um novo tempo. Preciso apreciar o sol que se põe e a noite que chega, o frio gostoso da madrugada e o sol que volta para nos aquecer. Num dia qualquer ir ao cinema sem hora e nem culpa. E sem marcar o tempo tomar um cafezinho ou um bom vinho com os amigos ou com My Love que vive ao meu lado há muitos anos e estamos sempre vivendo um belíssimo conto de amor. Se emocionar com os filhos, os netos e bisnetos a correrem pelos terraços de nossas construções e alicerces de nossas vidas…
Um novo tempo para caminhar, “pois ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais”. E não posso esquecer que mereço e merecemos continuar a ser felizes. Até breve!
Poeta Casimiro Neto. Servidor Público da Câmara dos Deputados/DF
Chegou novo tempo. É tempo de trilhar novos caminhos
31 de março de 2013.